Elon Musk, fundador da SpaceX, CEO da Tesla e proprietário da plataforma X, voltou a chamar atenção mundial — desta vez, não por um novo lançamento tecnológico, mas por uma escolha pessoal que contrasta com sua fortuna bilionária.
Atualmente considerado o homem mais rico do mundo, com patrimônio que ultrapassa os US$ 600 bilhões segundo rankings internacionais, Musk decidiu vender todas as suas mansões de luxo na Califórnia. Ao todo, seis propriedades avaliadas em cerca de US$ 97,8 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 528 milhões, foram colocadas no mercado.
No lugar do luxo, o empresário passou a viver em uma residência pré-fabricada de apenas 37 m², localizada em Boca Chica, no Texas. A casa simples fica próxima à base de lançamentos da SpaceX, onde são realizados testes da nave Starship, projeto central na ambição de Musk de levar a humanidade a outros planetas.
A moradia conta com poucos móveis e decoração mínima. De acordo com relatos de seu biógrafo oficial, Walter Isaacson, o espaço reflete um estilo de vida funcional, com referências sutis ao universo espacial, como pôsteres temáticos e objetos ligados à exploração do cosmos.
Em publicações nas redes sociais, Musk já mostrou detalhes de sua rotina simples: uma mesa de cabeceira com um caderno, uma garrafa d’água e latas de refrigerante diet. Nada de ostentação, obras de arte caras ou mobiliário de grife.
Especialistas apontam que a decisão vai além de uma preferência pessoal. A venda do patrimônio imobiliário teria como objetivo concentrar recursos e atenção nos projetos mais ambiciosos do empresário, como a colonização de Marte e o avanço da inteligência artificial.
Para Elon Musk, o desapego material parece simbolizar um compromisso com o futuro da humanidade. Enquanto muitos bilionários investem em conforto e luxo, ele escolhe reduzir o próprio espaço para ampliar seus objetivos — mirando não apenas o planeta Terra, mas o espaço além dele.
