A compreensão científica do Transtorno do Espectro Autista (TEA) passa por uma mudança de paradigma. Antes visto majoritariamente como um transtorno do desenvolvimento associado a dificuldades de comunicação e interação social, o autismo começa a ser reavaliado por pesquisadores da Psicologia Evolucionista e da Genética de Populações como uma possível variação estratégica mantida pela seleção natural.
Estudos indicam que, embora o TEA apresente desafios, ele também está frequentemente ligado a habilidades notáveis, como alta capacidade de sistematização e reconhecimento de padrões, características que podem influenciar o futuro da organização social humana.
Essa hipótese foi reforçada por uma pesquisa de Starr e Fraser, da Universidade de Stanford, publicada na revista Molecular Biology and Evolution. O estudo identificou que neurônios excitatórios do neocórtex humano evoluíram de forma acelerada e que esse processo coincidiu com a redução da expressão de genes associados ao risco de TEA, sugerindo uma ligação direta entre evolução cerebral e neurodivergência
