O recente alerta feito pelo ator Henri Castelli reacendeu um debate importante sobre como agir corretamente diante de uma convulsão. Especialistas reforçam que saber o que fazer — e principalmente o que não fazer — pode evitar complicações e até salvar vidas.
A convulsão acontece quando há uma atividade elétrica anormal no cérebro e não significa, necessariamente, que a pessoa tenha epilepsia. O episódio pode ser provocado por diversos fatores, como privação de sono, estresse intenso, desidratação, febre alta ou alterações metabólicas.
Diante de uma situação como essa, a Liga Brasileira de Epilepsia recomenda o uso do protocolo CALMA, uma forma simples e eficaz de orientar a ajuda imediata.
O que é o protocolo CALMA?
A sigla resume os passos essenciais durante uma crise convulsiva:
C – Conservar a calma: manter a tranquilidade é fundamental para agir corretamente.
A – Afastar objetos perigosos: retire itens que possam causar ferimentos.
L – Lateralizar a cabeça: colocar a pessoa de lado ajuda na respiração e evita engasgos.
M – Monitorar o tempo: se a crise durar mais de cinco minutos, é considerada emergência.
A – Acionar socorro médico: chame ajuda especializada, principalmente se for a primeira crise.
O que não deve ser feito?
Especialistas alertam que práticas populares são perigosas:
Não segurar a pessoa com força
Não colocar objetos ou a mão na boca
Não oferecer água, comida ou remédios durante a crise
Após o episódio, é fundamental que a pessoa passe por avaliação médica, mesmo que se recupere rapidamente. A investigação ajuda a identificar causas e prevenir novas ocorrências.
Informação correta é essencial para reduzir riscos e combater mitos que ainda cercam situações de emergência como essa.
