Três meses após um assalto cinematográfico ao Museu do Louvre, em Paris, o caso segue cercado de mistérios. Em outubro de 2025, criminosos invadiram o museu em plena luz do dia e fugiram em menos de oito minutos com joias da coroa francesa avaliadas em cerca de US$ 100 milhões.
Apesar da prisão de quatro suspeitos, parte do acervo roubado continua desaparecida.
🔎 O que já se sabe
Quatro presos
Quatro homens, com idades entre 30 e 40 anos, foram detidos entre outubro e novembro, suspeitos de integrar a quadrilha responsável pelo roubo ocorrido em 19 de outubro de 2025.
Entre eles está Abdoulaye N., um taxista sem licença que teria participado diretamente da invasão ao museu. Outro suspeito, um argelino de 35 anos, foi preso ao tentar deixar Paris. Os demais já tinham histórico criminal e ligação entre si.
Uma quinta suspeita, companheira de um dos investigados, responde em liberdade por cumplicidade.
Planejamento detalhado
Segundo a promotoria de Paris, houve uma “preparação verdadeira”. O grupo roubou um caminhão de mudanças equipado com escada, usou o elevador de cargas do museu e acessou o local onde estavam guardadas as joias.
Vestidos como operários e usando coletes refletivos, os criminosos quebraram uma janela, cortaram vitrines com serras circulares e fugiram em motos de alta cilindrada.
Durante a fuga, uma das peças — uma coroa de diamantes e esmeraldas da imperatriz Eugênia — caiu e foi recuperada.
Rastros de DNA
Apesar da rapidez da ação, os ladrões deixaram vestígios. Amostras de DNA foram encontradas em vidros quebrados, motos utilizadas na fuga e no elevador de cargas, o que levou à identificação dos suspeitos.
❓ O que ainda não foi esclarecido
Onde estão as joias?
Ao menos oito peças históricas continuam desaparecidas, incluindo um colar de esmeraldas e diamantes presenteado por Napoleão I à imperatriz Maria Luísa.
Houve um mandante?
As autoridades ainda investigam se o crime foi encomendado e quem estaria por trás da operação. Até o momento, não há indícios de que as joias tenham saído da França.
Falhas de segurança
Uma investigação do Ministério da Cultura apontou deficiências na segurança do Louvre, como câmeras inoperantes e monitoramento insuficiente, fatores que podem ter facilitado a ação dos criminosos.
🎥 Imagens do crime
A emissora francesa TF1 divulgou imagens inéditas das câmeras de segurança do museu, mostrando o momento do roubo. O vídeo foi exibido no programa Sept à Huit e reforça o nível de organização da quadrilha.
Enquanto as investigações seguem, o roubo já entrou para a história como um dos mais audaciosos já registrados em um museu no mundo
