A Amazon confirmou nesta quarta-feira (29) a demissão de cerca de 16 mil funcionários em uma nova rodada de cortes, horas depois de um email interno sobre o assunto ter sido enviado por engano a trabalhadores da empresa.
A mensagem, obtida pela BBC News, mencionava demissões nos Estados Unidos, Canadá e Costa Rica e fazia parte do chamado “Projeto Dawn”, codinome usado pela empresa para reestruturações. O email foi rapidamente apagado após a repercussão interna.
Segundo a Amazon, os cortes fazem parte de um plano para reduzir burocracias, enxugar a hierarquia e acelerar decisões, especialmente dentro da divisão Amazon Web Services (AWS), responsável pelos serviços de computação em nuvem.
A vice-presidente sênior de experiência do funcionário, Beth Galetti, afirmou que a empresa não pretende realizar demissões recorrentes, mas reconheceu que algumas áreas ainda não haviam concluído mudanças organizacionais iniciadas em 2025.
Atualmente, a Amazon emprega cerca de 1,5 milhão de pessoas no mundo, sendo aproximadamente 350 mil em cargos corporativos. Desde que Andy Jassy assumiu o comando da empresa, após a saída de Jeff Bezos, a companhia vem adotando uma política mais rígida, incluindo a exigência de trabalho presencial cinco dias por semana.
Além dos cortes internos, a reestruturação da Amazon também afeta parceiros. A UPS, maior empresa de entregas do mundo, anunciou a demissão de até 30 mil funcionários, alegando que a redução de envios da Amazon tem impacto negativo em suas margens de lucro.
Mesmo com os ajustes, a Amazon segue expandindo sua logística própria e, em 2024, realizou 6,3 bilhões de entregas nos Estados Unidos, superando concorrentes como FedEx e UPS.
