Quase 40 anos após o lançamento de Dirty Dancing: Ritmo Quente (1987), Jennifer Grey está oficialmente de volta ao universo do clássico. A Lionsgate confirmou que a atriz, que eternizou Frances “Baby” Houseman, retornará na aguardada sequência do filme, que deve iniciar suas gravações ainda em 2026. Além de integrar o elenco, Grey também atuará como produtora executiva do projeto.
Em entrevista à People, a atriz, hoje com 65 anos, afirmou que o papel de Baby continua tendo um significado profundo em sua vida e na memória dos fãs. Segundo ela, a ideia de revisitar a personagem sempre existiu, mas só agora encontrou as pessoas certas para dar continuidade ao legado do filme original. “Há muito tempo me pergunto onde encontraríamos Baby anos depois e como seria sua vida. Estou animada em dizer que parece que a espera está prestes a terminar”, declarou.
O novo Dirty Dancing foi anunciado inicialmente em 2020, com previsão de estreia para 2024, mas enfrentou atrasos causados pela pandemia de Covid-19 e pelas greves dos roteiristas em Hollywood. A produção ficará a cargo de Nina Jacobson e Brad Simpson, conhecidos por trabalhos como Jogos Vorazes e Podres de Ricos. O roteiro será assinado por Kim Rosenstock, indicada ao Emmy e ao Globo de Ouro por Dying for Sex. Até o momento, o projeto ainda não tem um diretor confirmado.
Jacobson destacou que Dirty Dancing permanece atual por seu caráter emocional, rebelde e inspirador. Para a produtora, trabalhar novamente com Jennifer Grey e retornar ao icônico resort Kellerman’s representa uma oportunidade especial de revisitar uma história que atravessou gerações.
Apesar da empolgação, a ausência de Patrick Swayze, que interpretou Johnny Castle e faleceu em 2009 em decorrência de um câncer pancreático, tem gerado controvérsia nas redes sociais. Muitos fãs questionam a necessidade de uma sequência sem o ator, considerado parte essencial da magia do filme original. Comentários nas redes apontam que o clássico deveria permanecer intocado.
Em resposta a esse debate, Grey já havia afirmado em 2020 que o novo filme não tentaria recriar a relação entre Baby e Johnny. “Não há como substituir alguém que se foi. Você nunca tenta repetir algo tão mágico. Você simplesmente busca algo diferente”, explicou a atriz na época.
Lançado em 1987, Dirty Dancing se passa no verão de 1963 e acompanha Baby, uma adolescente que se apaixona pelo instrutor de dança Johnny Castle durante férias em um resort. O filme se tornou um fenômeno cultural ao abordar romance, diferenças sociais e preconceitos, além de marcar gerações com sua trilha sonora e coreografias icônicas.
A nova sequência deve ignorar os acontecimentos de Dirty Dancing 2 – Noites de Havana (2004), prequela ambientada em Cuba, e focar diretamente na continuação da história original, reacendendo o legado de um dos romances mais emblemáticos da história do cinema.
