O Ministério da Agricultura e Pecuária realizou, nesta quinta-feira (26), um encontro estratégico em Recife com o objetivo de destravar cerca de R$ 3 bilhões destinados à recuperação de áreas degradadas no bioma Caatinga.
A iniciativa integra o programa Caminho Verde Brasil, que busca impulsionar o desenvolvimento sustentável em regiões vulneráveis.
Parcerias para impulsionar o agro sustentável
A reunião contou com representantes da Associação Brasileira de Proteína Animal, além de produtores rurais, técnicos da Embrapa, executivos do Banco do Brasil e da multinacional Corteva.
O foco foi alinhar estratégias para viabilizar a aplicação dos recursos, especialmente na recuperação de pastagens degradadas e no fortalecimento da produção agrícola local.
Integração produtiva no semiárido
A proposta central do programa é incentivar o plantio comercial de milho por pequenos agricultores, garantindo matéria-prima para a cadeia produtiva da avicultura.
Segundo Carlos Augustin, coordenador da iniciativa, a articulação entre diferentes setores é fundamental:
“Queremos unir as pontas entre agricultores, bancos e empresas, incentivando pequenos produtores da Caatinga a migrarem do plantio de subsistência para a produção comercial de milho voltada à avicultura.”
Impacto ambiental e econômico
O programa Caminho Verde Brasil tem como meta recuperar até 40 milhões de hectares de áreas degradadas em todo o país, combinando produção sustentável, preservação ambiental e inclusão produtiva.
Além de revitalizar áreas improdutivas, a iniciativa fortalece a economia do semiárido, amplia oportunidades de renda e contribui para a segurança alimentar, consolidando uma nova perspectiva para a agricultura sustentável no Brasil.
Foto: @cassio_mandacaru_da_caatinga @cassiojsb
