Durante a celebração de Domingo de Ramos na Praça de São Pedro, o Papa Leão XIV fez duras críticas ao uso da religião como justificativa para conflitos armados. Em discurso diante de milhares de fiéis no Vaticano, afirmou que “Deus não escuta as orações daqueles que fazem guerra, mas as rejeita”.
Defesa da paz marca início da Semana Santa
Em sua primeira Semana Santa como líder da Igreja Católica, o pontífice — primeiro nascido nos Estados Unidos — reforçou que “Deus rejeita a guerra” e que ninguém pode utilizá-Lo para justificar ações militares.
Analistas interpretaram a declaração como uma possível resposta indireta a discursos políticos, incluindo posicionamentos ligados ao ex-presidente Donald Trump.
Referência ao pacifismo
Durante a homilia, o papa citou Antonio Bello, conhecido por seu ativismo em defesa da paz e por críticas à Guerra do Golfo, reforçando a tradição da Igreja em promover o diálogo entre os povos.
Conflitos impactam celebrações religiosas
O discurso ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, cenário que tem gerado preocupação internacional. Em Jerusalém, a tradicional procissão do Domingo de Ramos foi cancelada neste ano.
Segundo o patriarca latino de Jerusalém, Pierbattista Pizzaballa, a decisão reflete o momento delicado vivido na região:
“Devido à guerra, este ano não pudemos vivenciar a tradicional jornada quaresmal em Jerusalém.”
Apelo global por diálogo
As falas do papa reforçam o posicionamento do Vaticano em favor da paz e do diálogo em um momento de crescentes tensões internacionais, reacendendo o debate sobre o uso da religião em discursos políticos e militares.
