Maria Edilene Vidal Torreão nasceu há 81 anos em São José do Egito, no sertão pernambucano, e construiu uma trajetória que a levou das ruas da sua cidade natal aos grandes palcos internacionais da beleza. No dia 27 de setembro de 2020, sua história foi interrompida no Recife, vítima da Covid-19, mas seu legado permanece vivo na memória cultural do estado e do país.
Dona de uma beleza marcante e presença elegante, Maria Edilene iniciou sua trajetória nos concursos de miss em 1959, quando representou o Clube Náutico Capibaribe no Miss Pernambuco, conquistando o 3º lugar. No ano seguinte, já com a faixa do Santa Cruz Futebol Clube, foi eleita Miss Pernambuco de 1960, em um evento realizado nos salões do Clube Português do Recife.
Com 1,71m de altura, 56kg e medidas que encantaram jurados e público, ela seguiu para o Rio de Janeiro para representar Pernambuco no Miss Brasil de 1960. O concurso aconteceu no Maracanãzinho, diante de cerca de 28 mil pessoas, segundo a revista O Cruzeiro. Na ocasião, Maria Edilene conquistou o 3º lugar, garantindo o direito de representar o Brasil no Miss Mundo, na Grã-Bretanha.
No dia 8 de novembro de 1960, no Lyceum Ballroom Theatre, em Londres, Maria Edilene Torreão figurou entre as dez mulheres mais belas do mundo, alcançando o TOP 10 do Miss Mundo. Durante o evento, teve a oportunidade de encontrar Eric Morley, fundador do concurso, consolidando sua presença em um dos palcos mais prestigiados da época.
Sua trajetória simboliza não apenas um padrão estético de uma época, mas também a força de uma mulher sertaneja que atravessou fronteiras, levando o nome de Pernambuco e do Brasil para o cenário internacional. Hoje, Maria Edilene Torreão permanece como um ícone de elegância, pioneirismo e representatividade, eternizada na memória e, como dizem os que a admiram, brilhando no céu.


