Milhares de jovens identificados com a chamada Geração Z — pessoas nascidas entre o fim dos anos 1990 e início da década de 2010 — têm levado sua insatisfação para as ruas em diversas partes do mundo, transformando-se em protagonistas de grandes protestos sociais e políticos nos últimos meses.
Especialistas apontam que esse movimento não é isolado: ocorre em diferentes continentes e tem sido impulsionado por uma combinação de fatores como desigualdade econômica, falta de perspectivas profissionais, frustrações com a classe política e o uso intenso de redes sociais como ferramentas de organização e comunicação.
Onde estão acontecendo os protestos
Os protestos atribuídos à Geração Z variam em intensidade e contexto de país para país, mas alguns casos se destacam:
Nepal: manifestações que começaram contra restrições às redes sociais evoluíram para protestos mais amplos contra corrupção e falta de oportunidades, com participação massiva de jovens em várias cidades.
México: mobilizações em várias regiões, incluindo a Cidade do México, reuniram milhares de jovens protestando contra questões ligadas à violência, segurança e injustiças locais.
Em outros países da Ásia, África e América Latina, movimentos semelhantes com forte protagonismo de jovens também foram registrados nos últimos meses, em geral relacionados à exigência de mudanças estruturais, maior representação política e melhores condições de vida.
Papel das redes sociais e organização descentralizada
Uma das características marcantes das manifestações está na forma como elas são organizadas: usando plataformas digitais e redes sociais para mobilizar, trocar informações e articular ações sem um comando centralizado, o que reflete a familiaridade dessa geração com tecnologia e comunicação online.
Pesquisadores observam que essa tendência representa uma nova forma de ativismo político e social, em que jovens não apenas protestam nas ruas, mas também redefinem como o engajamento cívico acontece no século 21 — combinando demandas sociais com estratégias digitais.
