Universidades da Coreia do Sul começaram a adotar critérios mais rigorosos nos processos seletivos e passaram a recusar candidatos que tenham histórico comprovado de envolvimento em casos de bullying durante a vida escolar. A medida faz parte de um esforço nacional para combater a violência entre estudantes e promover ambientes educacionais mais seguros.
A decisão ganhou força após uma série de denúncias e debates públicos sobre o impacto do bullying na saúde mental de crianças e adolescentes. Instituições de ensino superior passaram a analisar não apenas o desempenho acadêmico, mas também o comportamento dos candidatos ao longo da trajetória escolar.
Em alguns casos, registros disciplinares e relatos formais de violência física ou psicológica podem resultar na exclusão automática do processo seletivo. A iniciativa conta com apoio do Ministério da Educação sul-coreano, que defende a formação de cidadãos responsáveis e éticos, além de bons estudantes.
Especialistas apontam que a política tem caráter educativo e preventivo, ao reforçar que atitudes praticadas na adolescência podem ter consequências duradouras na vida adulta. Apesar do apoio popular, a medida também levanta debates sobre critérios de avaliação, direito à reabilitação e possíveis excessos na aplicação das punições.
