O combate ao Alzheimer ganha um novo avanço no Brasil com a chegada do Lecanemab, prevista para junho. A medicação foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em dezembro e é considerada uma das principais apostas da medicina atual para desacelerar a progressão da doença.
🧠 Como o medicamento atua
Desenvolvido pelas farmacêuticas Biogen e Eisai, o lecanemab é um medicamento biológico que atua diretamente no acúmulo de placas de beta-amiloide no cérebro — estruturas associadas à morte de neurônios e à perda de memória.
O tratamento se destaca pelo chamado “duplo mecanismo de ação”:
- Remove placas já existentes
- Reduz a formação de novas
📊 Resultados promissores
Estudos publicados no New England Journal of Medicine, com 1.795 participantes, apontaram uma redução de 27% no declínio cognitivo ao longo de 18 meses em pacientes que utilizaram o medicamento.
⚠️ Limitações e indicação
Especialistas ressaltam que o lecanemab não é uma cura, mas uma forma de retardar a evolução da doença. O uso é mais indicado para fases iniciais, como comprometimento cognitivo leve e início da demência.
💰 Custo elevado gera debate
O valor mensal do tratamento é de cerca de R$ 8.108,94 sem impostos. Com tributos, pode ultrapassar R$ 11 mil, levantando discussões sobre acessibilidade e inclusão de pacientes na terapia.
🌍 Avanço e desafio
A chegada do lecanemab representa um importante avanço científico no enfrentamento do Alzheimer. Ao mesmo tempo, traz o desafio de tornar o tratamento acessível, equilibrando inovação e acesso à saúde.
