Alta histórica: Carne bovina atinge maior preço em quase três décadas no Brasil
O mercado de proteínas no Brasil enfrenta um momento de pressão recorde. Em abril de 2026, o preço da carne bovina atingiu seu maior patamar dos últimos 29 anos, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O movimento tem alterado drasticamente os hábitos de consumo e desafiado o orçamento das famílias brasileiras.
O Fator Suíno: A Alternativa do Momento Com a carne bovina em níveis proibitivos para muitos, a carne suína consolidou-se como a substituta ideal. Atualmente, a relação de troca é a mais favorável dos últimos quatro anos:
- Com o valor de 1 kg de carne bovina, o consumidor consegue comprar 2,46 kg de carne suína.
- Essa diferença acentuada tem levado a indústria a focar em cortes suínos para manter o volume de vendas no varejo.
Por que o preço subiu tanto? Especialistas apontam um “efeito cascata” gerado por fatores produtivos e internacionais:
- Escassez de Oferta: Há uma redução significativa no número de animais prontos para o abate, o que elevou o preço da arroba do boi gordo para a casa dos R$ 365.
- Exportações Aquecidas: A demanda voraz do mercado externo, especialmente da China, drena a disponibilidade de produtos para o mercado interno.
- Custo de Operação: Frigoríficos realizam ajustes operacionais severos para tentar equilibrar a alta dos custos de produção com o preço final repassado às prateleiras.
Impacto no Consumidor Nas redes de supermercados, o comportamento é de cautela. Além da carne suína, o frango continua sendo um pilar de sustentação para a dieta proteica da população.
“A valorização do boi gordo elevou significativamente os preços nas prateleiras, ampliando a diferença em relação a outras proteínas”, destaca o levantamento do Cepea.
O cenário para o restante do semestre ainda é de incerteza, dependendo diretamente da velocidade de reposição dos rebanhos e do ritmo das exportações brasileiras.
