Um evento realizado no último fim de semana no Distrito Federal ganhou forte repercussão nas redes sociais após questionamentos sobre sua proposta. O Festival Melodya, que integrou o tradicional Festival de Música Negra, foi alvo de críticas pela baixa presença de artistas negros na programação principal.
🎤 Contradição apontada pelo público
O festival aconteceu entre os dias 24 e 26, na Praça da Bíblia, em Ceilândia, reunindo nomes conhecidos nacionalmente, como a cantora Melody, além de DJs e MCs populares. Apesar da estrutura e da visibilidade do evento, a ausência de maior representatividade negra chamou a atenção.
Nas redes sociais, internautas levantaram questionamentos sobre coerência com a proposta do festival. Comentários críticos viralizaram, reacendendo o debate sobre valorização cultural e curadoria artística.
💰 Investimento público e organização
O Festival de Música Negra, em sua terceira edição, é organizado pela Associação Brasiliense e Promoção à Cultura, Diversidade e Formação do DF e contou com cerca de R$ 700 mil em recursos da Política Nacional Aldir Blanc, iniciativa federal de incentivo à cultura.
🗣️ Justificativa da produção
Em resposta às críticas, a produção executiva informou que dificuldades financeiras impactaram a contratação de artistas locais. Por isso, parte da programação do Festival Melodya ficou sob responsabilidade de uma produtora externa.
Ainda segundo a organização, o evento principal contou com apresentações de artistas negros da região, como DJ Chokolaty, Saphira, Makéna, Canto das Pretas, Samba da Guariba e Café com Samba.
⚖️ Debate ampliado
Mesmo com os esclarecimentos, o caso reacendeu discussões importantes sobre representatividade, critérios de curadoria e o uso de recursos públicos em eventos voltados à valorização da cultura negra.
